segunda-feira, maio 15, 2006

El Nerón del Siglo XXI

E

xistem biografías de George W. Bush escritas pelos responsáveis de informação e comunicadores propagandistas da Casa Branca. Existem as escritas por jornalistas «amigos» do presidente e existe: «El Nerón del Siglo XXI» de James Hatfield, publicada em Espanha (e em França “Bush, L’Imposteur”) a biografia não autorizada, a melhor biografia do inquilino da Casa Branca, a investigação que explora com todo o detalhe a sua vida, o despejo do presidente dos Estados Unidos, os seus negócios, as suas mudanças da casaca, o financiamento das suas campanhas eleitorais, a sua afeição à cocaína, ao álcool...A edição castelhana do livro «El Nerón del Siglo XXI» foi apresentada ao público espanhol no día 3 de Novembro de 2004 em Madrid. Por mera curiosidade, efectuei uma breve pesquisa no google e verifico que em Portugal não se fala em tal livro, que não existe a sua versão em português e que do que foi editado em Espanha ou França, nenhum comentário surge…James Hatfield, escritor norteamericano, foi o primeiro a investigar a fundo e minuciosamente a vida de George W. Bush filho -e da sua família-, quando este era ainda governador no estado de Texas. A relação dos seus avós com o nazismo, a ambiçao e a luta dos seus pais pelo petróleo, as relações de conveniência com os Binladen, como evitou a Guerra do Vietnam na juventude e muito mais. Tudo isto faz com que hoje em dia seja o livro mais completo e o trabalho de investigação mais interessante sobre o presidente americano…A primeira editora que pretendeu publicar o livro, ameaçada pelo poderoso lobby da máquina Bush, assusta-se e queima os 80.000 livros que tinha prontos a sair. Uma o outra editora, mais pequena, ofereceu os seus serviços a Hatfield, que começou, junto com a sua família, a ser ameaçado de morte. James Hatfield será encontrado morto num quarto do motel «Days Inn» en Springdale (Arkansas), em 18 de Julho 2001. Segundo a polícia, tratou-se de um suicídio, mas um amigo do escitor, o jornalista David Cogswell que conhecia todas as ameaças de que James Hatfield foi alvo, revela em duas notas no final do livro, a explicação do estranho mistério da sua morte.Esta obra foi ganhando pouco a pouco a fama e o reconhecimento da crítica, até que foi seleccionada pelo New York Times como best-seller, instalou-se entre as melhores vendas de livros nos EUA, levantando uma intensa polémica. Em Portugal, parece que Bush ainda está a “ganhar”!José Saramago, escreveu o prólogo da biografia não autorizada de Bush, na sua versão espanhola, considerada a melhor obra biográfica de George W. Bush.«Bush, o la edad de la mentira»El intelectual frente al político."Me pregunto cómo y porqué Estados Unidos, un país en todo tan grande, ha tenido, tantas veces, tan pequeños presidentes... George W. es quizá el más pequeño de todos. Inteligencia mediocre, ignorancia abisal, expresión verbal confusa y permanentemente atraída por la irresistible tentación del disparate, este hombre se presenta ante la humanidad con la pose grotesca de un cowboy que hubiera heredado el mundo y lo confundiera con una manada de ganado..."


domingo, maio 14, 2006

Os versos que te fiz


Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.

quarta-feira, maio 10, 2006

Bombas nucleares


Clique na imagem para assistir à simulação das consequências de um ataque ao Irão com bombas nucleares anti-bunker.

segunda-feira, maio 08, 2006

Populismos

Andei dias a ler o que se escreveu sobre o discurso proferido por Cavaco Silva na sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República... Escreveu-se por aí, se bem percebi, que terá sido dos mais luminosos discursos de um inquilino de Belém perante o Parlamento. E eu, que gosto de associar ideias, pensei logo que a grandeza do momento talvez estivesse ao nível da Aparição da Virgem aos pastorinhos... É verdade que o homem já havia cantado a Grândola em campanha eleitoral, coisa de desconfiar. Mas – caramba! - se aparecia assim ao País, sem que nada o anunciasse nestes preparos de homem com ditos de esquerda, mais se justificaria falar de milagre do que naquele dia de 1917 em que se diz que o sol bailou na Cova da Iria... Eu poderia escrever aquilo. Você, caro leitor, também. Mas dito por um chefe de Estado tem outro peso, claro. E se esse chefe de Estado for Cavaco, ainda mais. Ouvi-lo falar de desertificação, pobreza, exclusão, cravos, revolução, não é todos os dias. Melhor do que isso: é como entregar um argumento de Manuel de Oliveira a Oliver Stone... Depois lembrei-me que, em 30 anos, Cavaco foi Primeiro-Ministro durante dez. Ininterruptamente. E que o País esquecido, abandonado e atropelado pelo «p´ogresso» também é do tempo dele. Recordo-me também que foi no tempo dele que as auto-estradas e as obras faraónicas deixaram um certo Portugal para trás. E que ganhou fôlego a caridadezinha e o assistencialismo, coisas que, como se sabe, dão cama, pão e roupa lavada a muita gente, mas não a torna senhora do seu próprio destino... Daí que, se não me levarem a mal e dadas as circunstâncias, também me apeteça parafrasear Ruy Belo e fazer da poesia, prosa. É que também eu gostaria de falar do país do professor Aníbal, mas isso era o passado e podia ser duro, edificar sobre ele o Portugal futuro.

Miguel Carvalho in Visão.

quarta-feira, maio 03, 2006

Quando o Povo exige...

por cento da população. A exploração de hidrocarbonetos representa 15 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) daquele país andino.
O primeiro índio eleito para a liderança da Bolívia, concretizou assim uma exigência de nacionalização, expressa muitas vezes pela população indígena.
A atitude do presidente da Bolívia, Evo Morales, acabando com o monopólio exercido sobre o gás e o petróleo daquele país, serve de exemplo e mostra que o mundo está vivendo um novo momento, de total rompimento com a política neoliberal, que marcou o comportamento de vários governos na América Latina nos últimos anos..
Ao Povo o que é do Povo!

A Bolívia é uma festa só. O anúncio da nacionalização do petróleo boliviano no dia 1.º de Maio, foi bem recebido pela população e o presidente Evo Morales prepara novos decretos de nacionalizações de empresas estrangeiras que operam em território boliviano.
Evo avisara, desde a sua posse, há 100 dias, que iria nacionalizar os recursos naturais da Bolívia, que vinham "sendo saqueados pelas empresas estrangeiras", como afirmou. A medida faz parte da estratégia de Evo Morales para devolver ao Estado o controlo dos recursos naturais da Bolívia. O Presidente já anunciou que em breve deve também avançar a nacionalização dos sectores mineiro, florestal e agrícola.
A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás natural da América do Sul. Produz 40 mil barris de petróleo por dia e é actualmente a nação mais pobre do sub continente com a miséria a afectar 70

segunda-feira, maio 01, 2006

Dia do Trabalhador


Memórias de
Um tempo não muito distante...

Recordações que deixam
mágoa, saudade e alegria, ao mesmo tempo...
"Ti" Adriano, o que nos contava os discursos e as conversas macias que no tempo de Salazar, o ditador, entremeavam com porrada, exploração e guerra, até fartar, para cima dos trabalhadores. A única abundância.

Quantas onças de tabaco dizias que fumavas, por dia, nessas occasiões, escondido em cima das azinheiras e dos sobreiros, com a guarda a cavalo à tua procura a mando do "lavrador" e da PIDE? Eu já não me lembro!

Belos serões aqueles! Tu a contares essas histórias na tua casa pobre, de chão de terra batida e telhado de telha-vã. O que te valia era o lume de chão e aquele bagaço que tinhas para os camaradas - que eu detestava e tu te rias - enquanto a conversa corria, encantadora, a dar conforto, a despertar vontades e sonhos. Noite fora.

Um poema é feito de muita coisa. Os homens e as mulheres têm o direito de sonhar. O dever de sonhar. E não faz mal ter presente Goethe: "A teoria, meu amigo, é parda, mas verde é a eterna árvore da vida". E. Hemingway: "Um homem pode ser destruído mas não derrotado". Catarina Eufémia. António Maria Casquinha. José Geraldo.

As formigas de asa chegam com a terra molhada. Lavrada. Penetrada pelo arado. Fecundada. O pássaros comem a bicheza que fica nas leivas levantadas pela charrua. O cheiro primitivo e quentte da terra remexida. As sementeiras. Pão. O pão que produzias e faltava na tua casa.

As ceifas. Doze horas curvado. De sol a sol. Calores tórridos. A jornada de miséria. A fome. O insuportável suportado. Latifúndio. Coutadas. Ganhões. Restos de um tempo. Feudalismo. A praça de jorna. O dia de greve. Os que partem. As tuas lágrimas. No campo, o poço. Água fresca. Cantares de um povo que sofre. Rejeição do esquecimento. Resistência. Até à Revolução de Abril. Depois, o 1º de Maio. A tua festa! Évora. Milhares de trabalhadores!

sexta-feira, abril 28, 2006

Reflexão


Uma em cada quatro pessoas, no Planeta, vive em situação de extrema pobreza. Uma em cada três pessoas vive com menos de um dólar por dia. Conflitos armados. Desordem mundial. Fase imperial do capitalismo globalizado.
A liberdade é condição de existência do indivíduo e da espécie. A espécie e a sociedade são compostas de indivíduos. O indivíduo só existe enquanto espécie e em sociedade. É assim, desde o princípio dos tempos humanos.
Todas as algemas, todos os muros, todas as formas de discriminação e de exploração são alheias à condição humana. O liberalismo económico, a delapidação dos recursos dos países e dos povos pelas multinacionais e elites dominantes, as guerras, são radicalismos anti-sociais, que impossibilitam a liberdade e o desenvolvimento das civilizações.


Dans un monde idéal, l'Humanité n'existerait pas!

terça-feira, abril 25, 2006

As Portas que Abril Abriu...


Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra

Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado
.............
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo
.............
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

terça-feira, abril 18, 2006

Provérbio Chinês

"Quando o problema tem solução não vale a pena preocupares-te... se o problema não tem solução, preocupares-te não servirá de nada."

Um sinal de fraqueza

No capitalismo «tudo se compra, tudo se vende». E para tudo se busca uma cobertura ideológica, política e jurídica. Por isso se trabalha afanosamente para que a actual subversão do direito internacional se transforme em lei. Foi o que fez, passados escassos dois dias da divulgação das torturas do pós guerra, o Ministro da Defesa da Grã-Bretanha, exigindo a revisão das Convenções de Genebra, que considerou desajustadas, devendo as leis «adaptarem-se para melhor servir os tempos». E é o que já está em curso com a «reforma» da ONU, nomeadamente com significativas alterações na Comissão dos Direitos Humanos para que aqueles que os violam possam continuar a fazê-lo e, simultaneamente, puderem ser implacáveis com forças políticas e países que seguem percursos independentes e resistem à «Nova Ordem» imperialista

sábado, abril 15, 2006

Caça numa selva sem leis

L
onge vão os tempos em que as empresas eram os únicos clientes dos bancos comerciais e os de investimentos não "prestavam" os seus serviços se não às grandes sociedades. Depois, a corrida desenfreada aos lucros levou-os cada vez mais a "oferecer" os seus serviços a vastos sectores das camadas médias, a largos sectores de assalariados, etc...
Já nos primeiros anos do século XX, Lénine, nos seus estudos sobre o imperialismo, analisava este fenómeno e escrevia: Os bancos recolhem, ainda que temporariamente, os rendimentos em dinheiro de todo o género, tanto dos pequenos patrões como dos empregados... Os bancos... reunem toda a espécie de rendimentos em dinheiro colocando-o à disposição da classe capitalista. (1)
Nas últimas dezenas de anos, contudo, esta actividade proliferou. No nosso país, por exemplo, e muito particularmente nestes últimos anos de política de reprivatizações dos recentes governos de direita, os bancos (nacionais e estrangeiros) multiplicaram as suas agências por todo o lado, em cada rua, em cada esquina, por vezes lado a lado, frente a frente. É uma autêntica corrida para recolher o máximo de depósitos de empresários, quadros técnicos, empregados, trabalhadores, estudantes, reformados e pensionistas, donas de casa. Esta actividade de "retalhista" é das mais lucrativas. Os lucros realizados pelos bancos neste campo, permitem-lhes aumentar os seus recursos e acelerar o processo de concentração do capital nas suas mãos. Longe vão os tempos em que a própria selva do capital tinha as suas leis. Longe vão os tempos em que cada banco tinha a sua "coutada" reservada e onde os seus concorrentes não ousavam sequer caçar às escondidas.
Mas não vá o leitor pensar que digo isto com saudosismo. Não! Trata-se apenas de uma simples constatação, porque hoje, vale tudo, como se pode ver apenas por alguns anúncios, dos muitos que diariamente nos entram casa dentro através da televisão, vezes sem conta, ou enchem as páginas dos jornais e das revistas, usando em alguns casos "artistas" mais ou menos conhecidos da nossa praça: "Deixe de adiar o seu sonho"; "Eu estou aqui!"; "Ou tem pais ricos ou foi ao..." ; "Podemos dar-lhe o primeiro carro, o modelo da sua marca de carro, aquela mota espectacular, a câmara de vídeo, aquela escultura, o tal quadro..."; "Habilite-se aos sorteios mensais. Há dinheiro a ganhar e não há tempo a perder"; "Abra já uma conta desportista, habilite o seu filho. Além de ganhar, ele pode escolher os artigos desportivos que quiser", etc...
Excedem-se em zelos surpreendentes! Preocupam-se com tudo e com todos. Com os negócios, a habitação, as viagens de lazer, as reformas, os tempos livres, o carro, a moto, o vídeo, as esculturas, os quadros, as bolas de ping-pong e as raquetas de ténis. Preocupam-se com os velhos, os menos velhos, os novos, os jovens, as criancinhas.
E o portuguesinho vai aderindo, vai contrbuindo para o aumento do "bolo", vai-se endividando, vai perdendo o controle e é ele que entra na banca rôta...
Será que ninguém vê que são tantas as benesses que prometem que é caso para lembrar o velho ditado popular: "quando a esmola é grande até o pobre desconfia"?
(1) - Obras Escolhidas de Lénne, Edições Avante, I vol., pg. 597.

quinta-feira, abril 13, 2006

Premiado pela dor...

O

blog anónimo de uma jovem iraquiana foi indicado para concorrer a um prémio literário conferido pela BBC, e ganhou o Best Middle East and Africa Blog, no passado mês de Março, aliás, com todo o mérito.
Baghdad Burning, é um relato em primeira mão, escrito sob o pseudónimo Riverbend, e está também entre 19 finalistas ao prémio Samuel Johnson para não ficção, a anunciar no próximo dia 14 de Junho. Antes da invasão do Iraque, "Riverbend" trabalhava como programadora de computadores. Mas perdeu o emprego, porque a caminhada para o trabalho e a volta para casa ficaram muito perigosas para as mulheres desacompanhadas. O jornal britânico The Times publicou o seguinte trecho do blog da escritora, iniciado em Agosto de 2003: "Sou mulher, iraquiana, e tenho 24 anos. Eu sobrevivi à guerra. Isso é tudo o que você precisa saber. E é tudo o que importa hoje em dia."
Riverbend fala do sofrimento do povo iraquiano em "três anos de ocupação e derramamento de sangue" e pede aos Estados Unidos que se retirem do Iraque.
Um prémio merecido e um desabafo a não perder.

quinta-feira, março 30, 2006

Para suavizar o blog...



Es dolor el saber
que lo nuestro se puede terminar
porque simple y sencillamente
nunca he sabido actuar
Y se que mueres por mi,
vives por mi y nunca me has dejado atrás
aunque sabes que aveces yo soy solo miedo
pero vives en mi, junto a mi en mi interior
en este corazón confundido
por eso te pido por favor
Enséñame a quererte un poco más
y a sentir contigo
el amor que tu me das
desvancece el frío
Quiero verte ya
Enséñame a quererte un poco más
y a vivir contigo
que no aguanto la ansiedad
de saberte mío quiero ir donde vas
Lejos de pensar
que me estoy haciendo mal
tengo que reconocer
que todo esto me ha salido mal
Por eso voy a aprender, voy a vivir
voy a abrazarte más y más
y no quiero y no debo y no puedo dejar de verte
por que vives en mi junto a mi en mi
interior en este corazón confundido
por eso te pido por favor...
por que te quiero...

(autor desconhecido)

quarta-feira, março 29, 2006

Opinião

Em universos muito alargados há problemas de emprego, de baixos salários, de ataques aos direitos dos trabalhadores, de custos de habitação (arrendada ou adquirida), de degradação do ensino, de abandono escolar, de limitações de acesso ao ensino superior, de pagamento do ensino público, de falta de colocação adequada à formação adquirida, de insuficiente oferta e apoio a actividades lúdicas, associativas, desportivas e culturais, de toxicodependência. Estes, entre outros, são factores que alteram percursos e determinam a vida de muitos milhares de jovens. Isto é política e confirma que a política de juventude é transversal a várias políticas sectoriais. É chocante confrontarmo-nos com jovens que afirmam «não quero saber de política». Para além da afirmação constituir uma atitude política, pois é deixar a política para os outros, que a farão contra os interesses da juventude, ela resulta essencialmente de influências políticas e ideológicas, transmitidas através da escola, da comunicação social, da família e de sectores da sociedade. Esta atitude conduz ao conformismo, a análises limitadas sobre a vida e o mundo, sobre acontecimentos sociais e políticos, fomentam a ignorância e o obscurantismo. Este é o campo para o discurso dominante penetrar, para aprofundar o «pensamento único» que o sistema capitalista quer impor à humanidade. O capitalismo teme a influência comunista no seio das novas gerações e exerce formas de evitar e combater a adesão da juventude às ideias progressistas e ao ideal comunista.
…A juventude tem o direito de conhecer, de reflectir e de lutar pelo futuro com que sonha.
«As grandes transformações sociais deram-se porque houve quem acreditasse que lutando podia tornar possível o que outros diziam não o ser.»
(Álvaro Cunha)l

segunda-feira, março 27, 2006

Protestos mundiais

...contra a guerra do Iraque: Fotos de manifestações em 18/Março/06

Recebido por mail

George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca.
Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:
_ Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?
_Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
_ "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?
_ Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e 1 dentista, responde Bush.
O convidado parece confundido e pergunta: -
_Um... dentista?!! Porque é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:
_Não te disse? Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos !
(Haja fair play! Não me fechem o blog!)

sábado, março 25, 2006

Hoy


"... no me levantopor mas que me lo pidan,
porquehoy, no tengo ganas de cambiar el rumbohoy,
no tengo fuerza pa´ subirme al mundohoy,
me quedo entre tu piel......hoy,
me quedo donde estés...
tejiéndonos la pielcon cosas del querer..."

quinta-feira, março 23, 2006

Até quando?!!

Rosto do presidente George W. Bush realizado con as fotos dos militares americanos mortos no Iraque. Obra de um artista americano
Uma mulher na plateia do The City Club, em Cleveland, onde o presidente fez um discurso para marcar os três anos da invasão americana no Iraque, perguntou-lhe directamente:_"O senhor acredita que a guerra no Iraque e o aumento do terrorismo são sinais do Apocalipse? E se não, por que não?"Mas não conseguiu uma resposta. Depois de titubear, Bush disse que jurou depois dos atentados de 11 de Setembro que "faria qualquer coisa para proteger o povo americano" e que é assim que se tem comportado desde então, tentando agir quando vê uma ameaça contra o país.
Impressionantes, são sim as imagens que os Estados Unidos não querem ver!

segunda-feira, março 20, 2006

Liberdade de Expressão

Na "viagem" diária pelos blogs habituais, encontrei um post que merece a pena ler e que nos faz reflectir. Vem incluso na sequência do post anterior.
Foi no Randomblog 02, cujo link consta da coluna da direita e, com a permissão do Tiago aqui fica o "escrito" , sugerindo que ganhem coragem para lê-lo, dada a sua extensão, e apelando a que o mesmo possa ser visto de uma perspectiva neutra e imparcial, uma vez que a liberdade de expressão é um direito fundamental que pertence a todos.

sexta-feira, março 03, 2006

Um ano de blog!!

Faz hoje um ano que nasceu este blog!Nasceu por mera curiosidade e tornou-se um desafio pessoal.Um blog não é um diário, e por tal facto, não reflecte de forma alguma o carácter, a personalidade ou a imagem verdadeira de quem está por detrás dele. Apenas dá a conhecer sobre o seu autor, aquilo que o próprio quiser e entender.A maioria não tem rosto nem perfil, usa um mero nome fictício. Este também.No entanto, posso dizer que tudo o que aqui escrevo não é falso, faz parte de inquietações e desabafos pessoais verdadeiros, e entendo que por vezes os mesmos não encontrem grandes concordâncias.Por isso é que este é o MEU blog.Na blogosfera, como em todo o lado aliás, existe “gente boa” e “gente má”. Já conheci aqui dos dois tipos, mas apesar de tudo são os bons que prevalecem e sinto-me grata por ter tido a possibilidade de encontrar pessoas que nunca vi pessoalmente, mas que percebo que podem ser amigos de verdade.Um ano é muito tempo…mas espero que no próximo dia 3 de Março, aqui esteja, com vocês, para fazer outro post de aniversário do “Abafos&Desabafos”.Obrigada pelas vossas visitas.

*Post recuperado.

quarta-feira, março 01, 2006

Dia Mundial da Árvore


E porque hoje é o Dia Mundial da Árvore...e porque hoje começa a Primavera... e porque a Magnólia tem uma afinidade especial com este dia...não poderia evidentemente de deixar passar em branco esta data!As palavras sábias copio-as do meu amigo a.castro, o "dono" do Malaposta que com o seu post de hoje, num Hino à Primavera, diz tudo: "chamo a atenção do Governo, com muita antecedência, para que tome as medidas necessárias no sentido de evitar a repetição da catástrofe dos incêndios havidos no Verão do ano passado. Depois não digam que não avisei!Estas cores fortes foram escolhidas por forma a evitar que o Governo venha com desculpas do género "o aviso não estava suficientemente visível, etc".
Link relacionado.Apenas como uma achega, e porque todas as mensagens valem a pena, não deixem de entrar aqui para lembrarem como a floresta é importante.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Tributo


Morrem cedo os que admiramos
É sempre assim, com os que admiramos e amamos: morrem sempre cedo de mais.
Mas o Zeca, 19 anos depois, continua na nossa memória…para sempre.


A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai

O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou

Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação

Zeca Afonso

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Como somos manientos!

Para não ser apelidada de “desmancha-prazeres” vou entrar na corrente, proposta pelo Estrelinha, enumerando 5 das minhas taras e manias. E como as manias são mesmo atitudes estranhas das pessoas, peço a todos que não fiquem desiludidos comigo, ao ponto de deixarem de visitar este blog. Assim, aqui fica o regulamento desta corrente, cuja publicação parece ser obrigatória.

Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.

Manias minhas:

- Pegar na chávena do café com a mão esquerda, sem ser canhota. (porque em geral todos pegam com a direita)- Ser perfeccionista (gosto de fazer tudo com a máxima perfeição e por isso exijo demasiado dos outros)

- Mania de arrumações e limpezas (nada pode estar desalinhado e fora do lugar)

- Esquentar o copo de água no micro-ondas antes de beber (não bebo água gelada nem no Verão)

- Acreditar demasiado na lealdade daqueles que me rodeiam (estou sempre a cair no erro de confiar demasiado nas pessoas)

Não vou aqui enumerar 5 amigos bloguistas para continuarem esta corrente, vou sim dar liberdade a 5 amigos que visitem este blog, para o poderem fazer caso o pretendam. Esta é outra mania minha: quebrar todas as correntes!!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Liberdade e caricaturas

Freitas do Amaral passou-se. Passou-se. Posso dizer que o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal se passou? Vá lá, é uma caricatura, um leve toque burlesco neste País que presa a anedota como ninguém, ao ponto de, por vezes, até eleger algumas para cargos de Estado.Não, não estou a falar de Freitas. Mas lamento que o ministro venha lamentar, nos termos em que o fez, a publicação dos famosos desenhos ou caricaturas dinamarqueses. Repare-se: ele não lamenta o mau gosto, o que até seria sensato. Lamenta a publicação, não sei se perceberam?Ora, eu lamento que há uns largos anos a Igreja Católica e os representantes de Deus na terra tenham visto sequiosamente as chinesices porno-eróticas do célebre filme «Pato com Laranja» e depois se tenham indignado com o facto da televisão do Estado ter cometido a heresia de passar o filme para os portugueses se lambuzarem no sossego do lar.Lamento também que Herman José – que hoje está feio, porco e mau – tenha sido censurado na televisão do Estado em pleno cavaquismo no tempo em que fazia das mais brilhantes caricaturas das nossas figuras históricas.Lamento, também, que O Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago tenha sido impedido de concorrer a um prémio literário europeu por um tal senhor Lara, com barba de taliban, mas sem turbante – na altura investido de um «sub» cargo qualquer da Cultura num governo de direita.Lamento também que uma caricatura do Papa João Paulo II com um preservativo no nariz tenha trazido tantas incomodidades à Igreja Católica, também há uns anos, metendo bispos e padres ao barulho como se de uma nova cruzada se tratasse.Lá fora, Martin Scorsese ouviu o que Maomé não disse do toucinho a propósito do seu filme – aliás, brilhante - A Última Tentação de Cristo. Um incêndio num cinema de Paris, no qual morreu um jovem, foi a forma de alguns dos nossos fundamentalistas de serviço assinalarem a passagem da película por aquelas bandas. Dirão: mas aqui ninguém desatou a incendiar embaixadas, a queimar bandeiras e a matar alguém. Certo. Mas a mim, confesso, apeteceu-me ser do Hamas sempre que via a Manuela Moura Guedes apresentar os noticiários, por exemplo. Contive-me. Mas se tivesse poder, se calhar tentava-me. O antigo bastonário Augusto Lopes Cardoso dizia há dias, num jantar, que todos os estados ditos democráticos têm tentações totalitárias. É verdade. Mas há excepções. Na Dinamarca, um jornal rasca de direita fez umas caricaturas rascas de Maomé. O governo, mesmo quando tudo arde, não se encolheu. Nem sequer usou aquele argumento, muito em voga, que reza assim: «Liberdade de expressão, sim, mas?». Disse apenas que a liberdade de expressão é isto mesmo: não meter a pata, mesmo naquilo que nos dá, pelo menos, o direito de lamentarmos o mau gosto.Como li e bebi a colheita de Edward Said em Orientalismo e noutros escritos, a mim também não me apanham em hipocrisias saloias sobre o respeito pelo outro e a tolerância, mais a pensar nas nossas economias e diplomacias subterrâneas do que, propriamente, no choque das civilizações.Há, nos anos mais recentes, um responsável mundial por muito daquilo que é hoje a efervescência no Médio-Oriente. Chama-se Bush, George Bush. Nem de propósito, os seguidores mais ou menos envergonhados das suas guerras preventivas são alguns dos que se atiram às caricaturas para deitar água na fervura que promoveram. O mais perigoso fundamentalismo está dentro de portas. Diz-se democrático, mas o que eles querem sei eu.
Miguel Carvalho in "Visão", 9 Fevereiro 2006

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Não entrou mosca... saiu asneira!


Este senhor não fala em meu nome!Pode falar em seu próprio nome, em nome do governo português, mas nunca em meu nome!

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Os intocáveis

António Caldeira desnuda a intentona "Terça-feira, Janeiro 17, 2006 PS, PT & C.iaO caso da publicação da facturação detalhada dos clientes do Estado justifica esclarecimento. Deixemos as interpretações meta-falaciosas da presunção-quase-certeza de que os magistrados do Ministério Público viram os registos ocultos de outros números que se escondiam debaixo do filtro do Excel. Vamos aos factos:1. O Ministério Público pediu à Portugal Telecom (PT) a facturação detalhada do telefone de casa de Paulo Pedroso, atento os vários testemunhos de adolescentes e jovens que o acusavam de abuso sexual de crianças.2. A PT segue o procedimento padrão em vigor na empresa e selecciona a facturação detalhada do cliente. O cliente era... o Estado!3. O funcionário da PT que respondeu à ordem judicial, em vez de copiar e colar (copy-paste) apenas a facturação de Paulo Pedroso noutro ficheiro do Excel e enviar apenas a informação pedida, mandou a facturação de todos os telefones-borlistas do cliente-Estado (entre os quais, descobriu o País, estão os telefones das três casas de Mário Soares!...). 4. Como, devido à sensibilidade da informação, a procuradora do Ministério Público pediu que o registo fosse fornecido em suporte digital, o funcionário, habituado a imprimir a facturação detalhada solicitada, que o Excel permite isolar, colocou um filtro para a facturação detalhada de Pedroso, que a expunha, ocultando as outras dos telefones-borlistas do Estado, mas não as apagou, como devia e tinha, por obrigação estrita, de fazer. 5. Os magistrados do Ministério Público que abriram o ficheiro viram, com certeza, a única informação que estava exposta - a facturação detalhada de Paulo Pedroso. Não é legítimo pressupor ou concluir que vasculharam todo o ficheiro e viram a informação que estava escondida. De outro modo, certamente devolveriam de imediato as disquetes à PT e pediriam que fosse junta apenas a informação específica pedida, pois sabiam do interesse da rede pedófila em aproveitar qualquer lapso para castigar a investigação. 6. Para além do Ministério Público, que teve acesso às disquetes que tinham a informação referida (a facturação detalhada de Pedroso exposta e a facturação detalhada escondida dos demais telefones-borlistas do Estado), no registo de consulta desse Apenso V constam dois advogados: Maria João Costa (advogada de Ferreira Diniz) e Ricardo Sá Fernandes (advogado de Carlos Cruz). 7. A Dra. Maria João Costa é tida no processo como uma advogada combativa que defende com vigor o seu cliente, acusado de abuso sexual de crianças, mas não costuma falar com jornalistas. Não disse ter visto os registos ocultos. 8. O Dr. Ricardo Sá Fernandes, advogado do mesmo arguido de abuso sexual de crianças que tem no jornaleiro Jorge van Krieken Mota o defensor profissional, reconheceu ter visto a facturação detalhada desses telefones-borlistas do Estado e que pediu a ajuda de um perito informático para as analisar.9. Como quem abrisse o ficheiro do Excel via imediatamente a facturação detalhada de Paulo Pedroso, não era precisa a ajuda de um técnico de informática (da PortugalMail de van Krieken, colega de defesa de Cruz, ou de outra firma) para nada. A não ser que fosse vasculhar os registos ocultos. 10. A obrigação indeclinável e imediata do advogado Ricardo Sá Fernandes era prevenir o MP e a juíz do processo desse facto para que essa informação deixasse de estar disponível para consulta de quem quer que fosse. Não consta que o tenha feito. 11. Jorge van Krieken Mota e o seu colega Joaquim Eduardo Oliveira obtém da própria Portugal Telecom a informação da identidade dos telefones confidenciais do Estado e... publicam-na, na malévola sexta-feira 13 de Janeiro, no 24Horas (jornal da Lusomundo Serviços da hidra Controliveste/Olivedesportos) quatro dias antes do procurador-geral da República comparecer, conforme previsto, na Assembleia da República por decisão... da maioria PS para prestar esclarecimentos sobre... um processo judicial determinado onde foi arguido... o ex-número dois do partido e publicamente referidos vários outros políticos socialistas (entre os quais, o actual presidente da Assembleia da República Jaime Gama e o ex-líder Ferro Rodrigues) que acabaram por não ser, até ao momento, acusados pelo Ministério Público.12. O 24Horas, jornal que se tem destacado na defesa ostensiva dos arguidos da Casa Pia, nomeadamente de Carlos Cruz, denuncia o erro da associada PT. Este ataque evidencia o emprego pela rede de todos os meios possíveis de ataque ao adversário, independentemente dos prejuízos económicos consequentes para o próprio grupo PT! Algures na central de informação da rede que o Estado permite e financia, teve de haver autorização ao mais alto nível - que estas coisas não são decididas pelo Zé dos Anzóis!... - para avançar com este ataque sórdido. A campanha, nesta época de migração de clientes para o Skype e outros operadores VOIP, com a notoriedade negativa que teve, acarreta para a PT: eventuais processos dos lesados; eventuais processos dos accionistas contra a administração por esta estar duplamente envolvida na quebra de confidencialidade dos registos de tráfego e no fornecimento da identidade de telefones confidenciais que o ficheiro não continha (no ficheiro estavam apenas números sem identidade da pessoa) ; o prejuízo directo de rescisão de contratos de assinantes que verificaram que a sua facturação detalhada pode ir parar às mãos de um Krieken qualquer; e o custo da necessária campanha de comunicação que terá de ser feita para reconvencer os clientes da probidade do tratamento dos seus dados confidenciais... Se a PT, além do erro de fornecimento ao tribunal da facturação detalhada de números de telefone não pedidos, ainda - o que é muito mais grave! -, revela propositadamente a identidade dos telefones confidenciais de altas figuras do Estado, o que não fará com o assinante comum?13. O Governo, cumprindo o seu papel encapotado na orquestração delineada previamente, manifesta a sua preocupação e dá sinal de que, se o Presidente da República aceitar, propõe a demissão do procurador-geral. 14. O Presidente da República Jorge Sampaio, que tem recebido de José Adriano Machado de Souto de Moura (paradoxalmente, o autor do processo de que fui vítima...), reiteradas vezes, a garantia da isenção no processo, é informado pelo procurador-geral sobre a actuação do Ministério Público (MP) no problema do "envelope 9", mas, mesmo assim, faz um ultimato público humilhante, através de declaração solene e dramática ao País, ao procurador-geral para que num prazo curto lhe explique o erro... da PT!... 15. Van Krieken, no seu site (link desprezível), queixa-se dos "figurões" da República, dando a entender que o amigo Cruz não está satisfeito com o tratamento recebido do Estado. 16. Na próxima sexta-feira, 20 de Janeiro, o procurador-geral será fustigado na Assembleia da República relativamente a um determinado processo judicial por deputados-advogados envolvidos na orquestração da indignação de que se queixam..."Palavras para quê?..." - perguntava o narrador do anúncio da Pasta Medicinal Couto que ainda ocupa a gaveta das memórias televisivas da minha infância. São artistas portugueses!...No circo do sistema político-mediático corrupto, o povo enjoado assiste, da bancada carunchosa de ruína iminente, ao malabarismo vertiginoso das cadeiras dos personagens negros que se divertem no palco da vida aflita da comunidade nacional. Até quando? Até logo...Post-Scriptum: Este post foi corrigido na informação relativa à hidra Lusomundo Serviços/Controlinveste/Olivesdesportos, associada da PT na SportTV e noutros negócios.Publicado por Antonio Balbino Caldeira em 1/17/2006 02:01:00 PM

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Escorregadelas destas...

... só provam que o governo de José Sócrates está construído sobre areias movediças.O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos diz que se nada for feito para travar a despesa, daqui a dez anos não haverá dinheiro para as reformas. Todos sabemos que isto é muito grave, e que a ser verdade (e não tenho dúvidas que assim seja) vai gerar no país uma grande revolta e uma contestação social sem limites. Daí que, e com o intuito de travar essa contestação, veio o próprio ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, dar o dito por não dito e contrariar o seu colega, afirmando que " existem condições para vencer as dificuldades de sustentabilidade da SS, desde que sejam tomadas as medidas adequadas. "Em que ficamos? Acreditamos em qual?A verdade é que tanto um como o outro se estão "marinbando" para a verdade, porque os dois têm a reforma garantida e o zé povinho que se lixe!Estas escorregadelas não sucedem por acaso. Trazem sempre algo na manga e aqui está o resultado.

terça-feira, janeiro 10, 2006

Comparações...

Se cá nevasse, Sócrates fazia cá sky
Na semana em que Zapatero, o primeiro-ministro socialista espanhol, mostrava vontade de acabar com a tradicional «siesta», o homólogo português José Sócrates era «apanhado», por causa de uma infeliz escorregadela na neve, numa das mais chiques estâncias suíças.Estas duas coisas, que aparentemente nada têm em comum, poderão ser significativas de dois estados de espírito antagónicos entre dois países.Enquanto em Espanha o Governo aproveita a folga em que a economia se encontra para fazer reformas, em Portugal o Governo aproveita a crise para, em nome dela, protelar o início de reformas dolorosas, como a questão dos efectivos na Função Pública. Prefere avançar com projectos megalómanos como os da Ota e do TGV. Em Espanha governa-se olhando para o fim da estrada, prevenindo eventuais acidentes de percurso; em Portugal tomam-se medidas sem grande ambição temporal, de resultados imediatos, sem consistência, como é o caso do aumento dos impostos, com a consequente quebra de competitividade.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

domingo, novembro 20, 2005

E se...

Alguma vez pensaste que farias se a realidade fosse esta?"O Mundo é muito duro quando não é construído a pensar em nós!!"

sexta-feira, novembro 18, 2005

A América esgotou o seu tempo

...por Paul Craig Roberts [*]
Os vencedores da guerra do Iraque: Al-Qaeda, Irão e empreiteiros militaresGeorge W. Bush ficará na história como o presidente que tocava violino enquanto a América perdia o seu estatuto de superpotência. Bush utilizou o embuste e a histeria para arrastar a América para uma guerra que está a provocar nos EUA uma hemorragia económica, militar e diplomática. A guerra está a ser travada com centenas de milhares de milhões de dólares emprestados por países estrangeiros. A guerra está a esgotar as forças armadas de tropas e comissões. A guerra acabou com a proclamação dos EUA à liderança moral e revelou os EUA como uma potência impiedosa e agressiva. Concentrada numa “guerra contra o terrorismo” inventada, a administração Bush desviou para o Iraque o dinheiro dos diques de Nova Orleans, com a consequência de que os EUA têm agora uma factura de reconstrução de mais 100 mil milhões de dólares a acrescentar à factura da guerra. Os EUA têm tanta falta de tropas que os neo-conservadores andam a defender a utilização de mercenários estrangeiros em troca da nacionalidade americana. As tentativas dos EUA para isolar o Irão foram bloqueadas pela Rússia e pela China, potências nucleares que Bush não consegue intimidar. A Guerra do Iraque tem três beneficiários: (1) a al Qaeda, (2) o Irão e (3) as indústrias de guerra americanas e os comparsas de Bush-Cheney que obtêm contratos sem concurso. Todos os outros ficam a perder. A guerra trouxe à al Qaeda recrutas, prestígio e um terreno para treino. A guerra fez com que o Irão se aliasse à maioria xiita do Iraque. A guerra trouxe enormes lucros às indústrias militares e às empresas com contratos de reconstrução, à custa de 20 mil vítimas entre os soldados americanos e dezenas de milhares de vítimas civis iraquianas. O Partido Republicano fica a perder, porque o seu apoio inflexível à guerra está a isolar o partido da opinião pública. O Partido Democrata fica a perder, porque a sua concordância cobarde com uma guerra a que a maioria dos seus membros se opunha está a tornar o partido irrelevante. As últimas sondagens mostram que a maioria dos americanos acha que os EUA não podem ganhar frente à revolta do Iraque. A maioria defende a retirada e a utilização das despesas de guerra para a reconstrução de Nova Orleans. Apesar da clareza do desejo do público, o Partido Republicano continua a apoiar a guerra impopular. Com excepção dos representantes Cynthia McKinney e John Conyers, os Democratas fugiram do palco da manifestação anti-guerra de 24 de Setembro em Washington, DC. Os cínicos Democratas parece estarem reféns dos mesmos grupos de interesses que dominam os Republicanos e rejeitam o manto de partido maioritário que o eleitorado está a oferecer ao partido que acabar com a guerra. A administração Bush acumula números negativos de mais de 1 milhão de milhões de dólares por ano. O défice orçamental federal está a aproximar-se dos 500 mil milhões de dólares. O défice comercial dos EUA aproxima-se dos 700 mil milhões. O défice orçamental está a ser financiado por estrangeiros, principalmente asiáticos, que detêm neste momento uma dívida dos EUA suficiente para exercerem o seu poder sobre as taxas de juro americanas e sobre o valor do dólar sempre que quiserem utilizar o poder que Bush colocou nas suas mãos. O défice comercial está a ser financiado em troca da entrega de património americano e de futuras fontes de receita a estrangeiros, ficando os americanos mais pobres para sempre por causa da perda acumulada de riqueza. Por enquanto, a China está desejosa de acumular valores americanos como forma de assumir o controlo dos nossos mercados de consumo, atraindo a indústria de manufacturas americanas com mão-de-obra mais barata subsidiada por valores artificiais da divisa, e conquistando a nossa tecnologia. A estratégia da China é sobrevalorizar o dólar americano para encorajar a transferência das capacidades económicas americanas para a China. A estratégia da China confere um valor artificial ao dólar e mantém as taxas de juro americanas artificialmente baixas. Os valores das acções, obrigações e bens imobiliários americanos dependem do apoio que as estratégias económicas asiáticas derem ao dólar e às taxas de juro americanas. Quando a Ásia atingir o seu objectivo de superioridade na manufactura, na inovação e na evolução de produtos, a estratégia vai mudar. Quando a China completar a sua aquisição das capacidades americanas, deixa de existir razão para apoiar o dólar. Quando o dólar for abaixo, os custos, os lucros, as taxas de juro e os padrões de vida serão afectados de forma dramática. Os custos e as taxas de juro vão subir em espiral, e os lucros, os padrões de vida, os valores das acções, os preços das obrigações e os bens imobiliários vão afundar-se. Estes acontecimentos desagradáveis só estão à espera da decisão da Ásia de cortar o seu apoio à situação devedora dos EUA. Isso vai acontecer quando esse apoio deixar de servir os interesses da Ásia. Quando a Ásia tirar o tapete ao dólar, o governo americano vai perceber que a política monetária e fiscal são impotentes para contrabalançar as suas consequências. Comparados com os défices orçamental e comercial dos EUA, os terroristas são uma preocupação menor. O maior perigo que os EUA enfrentam é o dólar perder o seu papel de divisa de reserva. Isto será um acontecimento empobrecedor, de que os EUA nunca mais se recomporão. Um governo inteligente deveras preocupado com a segurança nacional encontraria uma forma de suspender o leilão de mão-de-obra global que está a esvaziar a economia americana de postos de trabalho de alto valor acrescentado e da sua capacidade de manufactura, o que tem levado o défice comercial americano a aumentar explosivamente. A perda da base fiscal que decorre de as empresas americanas contratarem mão-de-obra e localizarem a produção no estrangeiro torna cada vez mais difícil equilibrar um orçamento esticado pela guerra, pelos desastres naturais e pelo impacto demográfico na Segurança Social e Cuidados de Saúde. O leilão de mão-de-obra global está a desmantelar rapidamente as escadas que conduzem a uma mobilidade ascendente e, portanto, a pôr em perigo a estabilidade política americana. Esta ameaça é muito maior do que qualquer Osama bin Laden pode representar. Os Republicanos e os Democratas estão a ficar sem tempo para sair da confusão duma guerra sem sentido e para se concentrarem nas verdadeiras ameaças que põem em perigo os Estados Unidos da América.26/Setembro/2005
[*] Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions. Contacto: paulcraigroberts@yahoo.com. O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/roberts09262005.html. Tradução de Margarida Ferreira.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .02/Out/05

sexta-feira, outubro 28, 2005

segunda-feira, outubro 24, 2005

País de reformados...

Sempre ouvi dizer que um dos problemas deste país era não dar importância aos seus velhos, que não cuidava deles, que eram excluídos, etc...Agora leiam isto..."País dos Reformados"Ao menos num capítulo ninguém nos bate, seja na Europa, nas Américas ou naOceânia: nas políticas sociais de integração e valorização dos reformados.Aí estamos na vanguarda, mas muito na vanguarda. De acordo, aliás, com estes novos tempos, em que a esperança de vida é maior e, portanto, não devem ser postas na prateleira pessoas ainda com tanto a dar à sociedade. Nos últimos tempos, quase não passa dia sem que haja notícias animadoras a este respeito. E nós que não sabíamos!Ora veja-se: o nosso Presidente da República é um reformado; o nosso mais "mortinho por ser" candidato a Presidente da República é um reformado; o nosso Ministro das Finanças é um reformado; o nosso anterior Ministro das Finanças já era um reformado; o Ministro das Obras Públicas é um reformado; gestores ilustres e activíssimos como Mira Amaral (lembram-se?...) são reformados; o novoPresidente da Galp, Murteira Nabo, é um reformado; entre os autarcas, garantiu-o o presidente da ANMP, há "centenas, se não milhares" de reformados; o Presidente do Governo Regional da Madeira é um reformado; e assim por diante...Digam-me lá qual é o país da Europa que dá tanto e tão bom emprego a reformados, que valoriza os seus quadros independentemente de já estarem a ganhar uma pensãozita, que combate a exclusão e valoriza a experiência dos mais (ou menos...) velhos! Ao menos neste domínio, ninguém faz melhor que nós.Ainda hão-de vir todos copiar este nosso tão generoso"EstadoSocial"...

quinta-feira, setembro 22, 2005

Ignobilidade!!!!

Da bola e outras coisas redondas
SOARES.
A Grande Reportagem publicou esta semana em exclusivo documentos desclassificados sobre os contactos – vamos chamar-lhe assim – de Carlucci no Portugal pós-revolucionário. Soares foi então a aposta dos EUA para, digamos, moderar a revolução. Uma aposta bem sucedida como se sabe. Na prática, um bom investimento. Da Casa Branca e da CIA. Na investigação, fica-se a saber muito do que já se desconfiava sobre o colaboracionismo de Mário Soares com os interesses norte-americanos no nosso país. Só que, desta vez, oficialmente. Com papéis. Percebe-se também que Soares fazia fita quando se indignava com as suspeições de então e garantia não receber um dólar dos EUA. Era verdade: não foi um dólar, foram alguns milhares. Os documentos comprovam que Soares, o nosso Mário, até pediu armas à Casa Branca, mas Kissinger preferiu dar-lhe dinheiro. Ele aceitou, claro. Nos EUA, repousa ainda nos arquivos nacionais, em absoluto secretismo, um ficheiro sobre Soares, ainda inacessível por razões de «segurança nacional». É uma pena. É precisamente por razões de segurança nacional que, por aqui, dava imenso jeito saber o que lá está.CAVACOPor esta altura, sua Excelência não quer falar sobre a mais do que certa candidatura presidencial. Não quer fazer ruído, diz ele. Aplauda-se. Pela primeira vez, o antigo primeiro-ministro admite, ainda que timidamente, que qualquer coisa que lhe saia da boca perturba quem o vê e ouve.CARRILHOTambém por razões de segurança nacional, apetece-me dizer que o candidato do PS à Câmara de Lisboa devia ter, pelo menos, umas aulas de boas maneiras. O não ter cumprimentado Carmona à saída de um debate televisivo é apenas um sinal de que o homem não está bem. O problema nem sequer é a falta de educação, entenda-se. Mas se ele faz aquilo e ainda não é presidente, imagine-se o que não aconteceria se lá chegasse. Ainda prometia uma tareia a alguém.Notícia retirada daqui.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Lei da Água

Lei da Água gravemente danosa prestes a ser aprovada à revelia dos cidadãos A maioria parlamentar prepara-se para aprovar dia 29 de Setembro na Assembleia da República uma Lei da Água que permite ao governo vender a água, os rios, as albufeiras, as praias e os portos de Portugal. A metodologia adoptada pela Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território da Assembleia da República faz tábua rasa das alternativas presentes e substitui por um simulacro a participação pública que nunca ocorreu. Baseia-se exclusivamente na proposta do Governo e resume o processo "público" à solicitação de parecer escrito a algumas entidades (pedido emitido a 22/7 para responder até 10/8) e a uma Audição Parlamentar Pública no dia 14/Setembro — inscrições até 09/Setembro (fax: 21 391 7448, email: Comissao.7a-CPLAOT@ar.parlamento.pt ). Das entidades constantes da lista aprovada, várias não foram contactadas. A divulgação das alternativas, dos pareceres recebidos e da própria audição parlamentar é nula, contrastando com a campanha publicitária de que tem sido alvo a proposta do Governo. A Associação Água Pública apela à participação activa, incluindo na Audição Parlamentar, à reivindicação de um processo aberto e sério, da defesa do direito de todos se pronunciarem e do direito a conhecer as alternativas e as críticas fundamentadas. Apela à defesa firme do acesso à água, às praias, aos rios, às fontes e às infraestruturas, e do direito de utilização da água que esta lei nos espolia. A Associação Água Pública lançou conjuntamente com o STAL um Abaixo-Assinado para suspensão desse processo e apela à sua subscrição urgente em http://www.stal.pt/abaixoassinado.asp?id=2ver Comunicado e Síntese das Propostas.

domingo, setembro 04, 2005

A vida pode ser eterna!

"A admissão da estabilidade de um mundo a que se não podem mostrar os corações, força a lançar rápido e iluminado olhar ao tempo em que se esperou, em que os ora desalentados ainda tinham fé no que hoje não é presente e então parecia vir a ser futuro. Uma derrota profunda e dorida leva muitos a pensar que haverá sempre e só derrotas. Ver morrer os outros vencidos; talvez também morrer vencido. No vasto mundo muitas vezes se apagam vidas, ao procurarem derrubar velhos e endurecidos troncos. E há sempre quem represente o papel de irmão desalentado: «Para quê viver? Coisas que sempre foram e hão-de ser... O homem vive encadeado a leis irresistíveis. Inúteis os sacrifícios dos que procuram modificar os seus ditames». Como se os homens não pudessem construir a sua própria história. Como se as leis da evolução das sociedades não reservassem lugar à vontade humana.Horas de dor, de sofrimento, de tragédia. Horas em que a expectativa da morte baila com insistência ante os olhos.Então o homem sente necessidade de justificar a sua própria existência. Há que dar uma resposta às perguntas: «que andei e que ando por cá a fazer? Que tenho feito pelos outros e pela história?»O homem teme deixar de ser na terra. Um sono sem despertar choca violentamente contra a estrutural vontade de viver. O ser recusa-se a aceitar o próprio desaparecimento. O apagamento total e sem apelo é incompatível com a existência actual.Por isso, aqueles que acreditaram e não crêem fogem, afastam-se, renunciam. Por isso também há homens que projectam a sua existência para além da morte. Uma alma que voe para rumo extra-terreno. Ou um ser que se desintegra para subsistir integrado em novos seres. Qualquer coisa que justifique o caminho percorrido entre o nascimento e a morte. Sonha-se para fora da terra com uma vida que nesta se não tem. Ou sonha-se com o que fica...A morte é elemento essencial da vida. Mas isso não basta para que se aceite sem mágoa. É que a pergunta: «deixarei de ser hoje? amanhã?» - intensifica e aproxima o grande problema de consciência: «O que andei por cá fazendo? Que fica sobre a terra da minha passagem sobre a terra?»Não satisfaz uma vida além-túmulo, mesmo que a imaginação empreste à alma asas imateriais. É esta terra donde brotou o pão que manteve o corpo e a água que matou a sede, esta terra donde tudo (mesmo pouco) nos veio e para onde iremos – e é esta humanidade a que pertencemos, este grande colectivo a que nos liga o sangue, o amor, o ódio e a interdependência – é esta terra e esta humanidade que nos exigem uma explicação.Assim o problema da morte é o problema da vida. Depois que desapareça tudo o que de nós houve! Ou que subsista a alma! Ou que os vermes perpetuem a existência do nosso corpo!Mas a expectativa da morte ou dum futuro de sombras perpétuas (que derrotas intensificam) chama a recordação do passado. Que poderia ter feito para que meu irmão não fosse vencido? Não lhe deixei só a ele uma tarefa que também me pertencia? E ainda... Que foi feito de toda esta energia dispendida em vida e tão sofregamente sugada? Que fica – não do meu corpo ou da minha alma – que fica das minhas acções duma vida inteira?E a perpetuidade da nossa vida, a resistência contra um breve deixar de ser, fixa-se neste ponto vital: a justificação e perpetuidade das próprias acções, do que se fez no caminho percorrido entre o nascimento e a morte.Haverá espectáculo mais doloroso que o do velho que olha atentamente o passado, medindo cada passo, avaliando o efeito de cada gesto, e por fim tem um grito de desalento, remorso e desespero: «uma vida inútil...?» Haverá constatação mais angustiosa que a da própria inutilidade? Não será precisamente essa constatação que as mais das vezes leva ao desejo de não ser? A inutilidade da vida é a afirmação de que nada fica das acções praticadas, de que se gastou o tempo a queimar tempo.E então talvez valha a pena fitar a morte e esperar o para lá. A não ser que se olhe em frente – mesmo que o limite se espeque num amanhã irrefutável – e se marque uma finalidade à vida.Quando a perspectiva da morte ou dum futuro trágico baila ante todos, até os jovens, como os velhos, olham o passado. E, depois, quantas vezes o desinteresse e a renúncia não vêm juntar a uma derrota ou a um momentâneo recuo colectivo, uma irremissível derrota individual....Porém, quando assim se não voga ao sabor da corrente, mas antes se escolhe caminho e se marcha, novamente o futuro sorri, à nossa vida ou à nossa morte. Sorri porque nele se adivinham marcadas as acções que vão ser praticadas. Porque a nossa vitalidade é afinal a direcção do que vem. Porque se ganha confiança na perpetuidade dos nossos actos. Subsiste a alma? O apodrecimento e desintegração é a última étape? Que interessa isso, se ganhámos uma nova eternidade!Enquanto a humanidade for humanidade, as acções que hoje praticamos estarão sempre presentes, resistindo ao tempo e ao esquecimento a que nos votarão os nossos netos. Já os nossos corpos terão perdido a forma humana, já as suas partículas viverão separadas e dispersas e ainda nas sociedades futuras os efeitos dos efeitos das nossas acções evocarão a nossa passada existência. Com esta concepção, sentimo-nos (hoje) obreiros anónimos do futuro. Ao problema da morte, do não ser, responde satisfatoriamente a certeza consoladora deste prolongamento da nossa existência. Se se pudesse falar em eternidade, esta seria a única eternidade da nossa vida, como seres pensantes e voluntariosos.Por isso, quanto mais sorridente é a visão do mundo que fica, quanto mais funda é a consciência de que tudo se fez para deixar aos filhos valiosa herança, menos dura e menos brutal aparece a visão da morte.Não se trata de olhar para trás e perguntar com angústia: «que fiz? que fiz?» Trata-se de olhar em frente e perguntar com confiança e serenidade: «que poderei ainda fazer?» Não é só um exame de consciência que urge fazer: é também um apelo à consciência!Com tal procedimento não se visa conquistar a absolvição dum juiz que após a nossa morte nos venha a ter em frente sentados no banco dos réus. Além da história, ninguém nos pedirá contas. Nem a nós, nem aos nossos espectros. Somos nós que nos devemos interrogar e julgar. Isso nos exige a vontade de viver e de perpetuar a nossa existência. Isso nos exige a gratidão. Isso nos exige a lembrança dos irmãos que morreram ao pretender desenraizar endurecidos troncos. Pode não conhecer-se o triunfo. Mas pode soçobrar-se, sem que no mundo fiquem só trevas. Talvez assim nos venha acalentar a necessidade dum sacrifício heróico. E então, porque não falar em felicidade?Num mundo em que não há risos sem lágrimas, a felicidade nunca pode ser uma situação com caracteres próprios e momentâneos. A felicidade não pode existir, não existe, como situação particular: nem quando dependente de factos estranhos à própria vontade; nem como ideia abstracta. A felicidade só pode existir como um atributo de toda uma vida. Só a satisfação pela vida que se vive poderá tornar feliz. Há então que não subordinar as acções ao alcance dum prazer. Mas antes amoldar a ideia de felicidade à vida que se vive.Quando não nos sentimos meros joguetes da evolução mas, pelo contrário, sentimos que, mesmo ao de leve, as nossas energias modificam o seu ritmo. Quando sabemos ser leais, rectos e solidários. Quando amamos profunda e extensamente e nos sentimos capazes de sacrificadas demonstrações do nosso amor. Somos felizes porque não desejamos outra vida, porque sentimos preenchida a própria função humana. A felicidade só existe assim como condição da consciência da própria utilidade. Não dispersar actividades. Proceder com um critério. Ser coerente em todas as atitudes. Agir com uma só linha de conduta. Ter fé na própria vontade, embora aceitando as suas determinantes. Convicção de impotência e felicidade excluem-se.Assim far-se-á da própria vida uma vida feliz. Feliz nas horas de ascenso e nas horas de derrota. Feliz na alegria e na tristeza. Porque, na felicidade, prazer e dor interpenetram-se. Até o estertor final pode conduzir à felicidade pela convicção de que se morre bem. Não pode haver felicidade sem dor, porque esta é inseparável da vida. Que se sofra! Mas que as vontades saibam amordaçar o sofrimento para triunfar. E para isso, é necessário forjar nos peitos o desinteresse pessoal por prazeres efémeros, a rijeza de aço para lutar, o esclarecimento das exigências dos sentidos. Através da dor e da angústia, corações ao alto!Se a felicidade é dada pela satisfação da linha de conduta, pela satisfação de que se procede bem, nada, nada, nem os gritos da própria carne esfacelada, nem lágrimas de emoção, nem a revolta instante e desesperada, pode destruí-la. Porque, acima dos próprio gritos, das próprias lágrimas, do próprio desespero, fica sempre a certeza duma vida voluntariosa e independente ou – se se preferir a expressão – recta, leal, digna.Então suporta-se a dor e ama-se a vida. Podem as leis da natureza esfrangalhar o corpo. Podem os órgãos começar cansando. E as pernas vergando de fadiga. Amortecendo-se a percepção. O corpo começar em vida o seu desagregamento. Poderá bailar ante os olhos a perspectiva da morte e o fim especar-se num amanhã irremissível.E haverá sempre vontade de continuar, procedendo sempre e sempre duma forma escolhida, marchando sempre para um destino humano e uma missão terrena voluntariosamente traçada. Haverá sempre anseio de continuidade e aperfeiçoamento.Atravessar-se-ão tragédias com lágrimas nos olhos, um sorriso nos lábios e uma fé nos peitos."Excerto de um artigo de Álvaro Cunhal, publicado, em «O Diabo» n.º 233, de 1939, então com 26 anos de idade.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Quando não se olha a meios...


para atingir os fins pretendidos, só nos resta perguntar: _Que raio de país é este?Já lhe chamam a indústria dos incêndios.A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.Vale a pena continuar a ler aqui.Depois de ler este artigo de opinião, com o qual concordo plenamente, interrogo-me até que ponto os nossos governantes se interessam pela vida dos cidadãos e até onde chega a incúria e a corrupção, apenas para atingirem determinados objectivos obscuros, mas acima de tudo, lamento profundamente que poucos sejam os que têm coragem de desmascarar estas situações, gritando bem alto a verdade!

terça-feira, julho 12, 2005

A loucura do TGV...

Depois de ouvir ultimamente o nosso governo afirmar que vai em frente com o TGV, fiquei deveras preocupada!Resolvi postar aqui um artigo que me parece ser bastante elucidativo sobre esta questão, de forma a que aqueles menos esclarecidos acerca da "problemática" do TGV, possam formar a sua opinião e combater aquilo que entendo ser mais uma loucura dos nossos governantes.A ler sem falta a opinião de Carlos Cabrita na Urbi et Orbi.

domingo, julho 03, 2005

Pensamento...

A única coisa necessária para que o Mal triunfe, é que os homens bons nada façam!
Edmund Burke

quinta-feira, junho 30, 2005

A DROGA...essa prisão de difícil fuga!

Aumentou o número de consumidores de droga em todo o mundo. São agora 200 milhões de pessoas, o equivalente a cinco por cento da populção entre os 15 e os 65 anos. Os dados foram hoje divulgados no relatório da ONU sobre drogas e crime.A toxicodependência movimenta uma verba que ronda os 400 mil milhões de euros, muito superior ao produto interno bruto de 90 por cento dos países do mundo.Continua a ler.
* Post recuperado.

domingo, junho 19, 2005

O orgulho que resta à nódoa...

A propósito da manifestação neo-nazi ocorrida ontem em Lisboa, o Rui Tavares do "Barnabé" escreveu um post que refere em poucas palavras como são aberrantes as convicções de alguns meninos que "se dizem portugueses".Vale a pena ler.
* Post recuperado.

sábado, junho 18, 2005

Carta Aberta ao Engº José Sócrates

Santana Castlho (*)Esta é a terceira carta que lhe dirijo.As duas primeiras, motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta num direito que o Senhor ainda não eliminou: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação. Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento. Desminta, se puder, o que passo a afirmar:Continua a ler a notícia aqui.
(*) Professor do Ensino Superior
( Post recuperado)

terça-feira, junho 14, 2005

Simples homenagem...

Álvaro,
Nunca ninguém te apanhou desprevenidoA senhora vestida de negro, de quem não tinhas medo, veio de madrugada, mas tenho a certeza que não te apanhou desprevenido. Nunca ninguém te apanhou desprevenido.Foi há uns meses, a última vez que falámos, perguntaste pelo João, e se eu estava a fazer coisas bonitas, como perguntavas sempre. Rimos, já não me lembro de quê. Sempre o teu sentido de humor. Já reparaste que te estou a tratar por tu? Finalmente, consegui. O João está bom. Tenho pena que não o conheças. Mal te visse, ia esticar-te os braços a pedir colo, como faz com todos os que sente serem amigos. Eu ando a tentar fazer coisas bonitas, mas já não te tenho cá para as veres. Vais fazer-nos muita falta. A todos. Sabes, está a ser difícil escrever este texto. Deve ser dos textos mais difíceis que alguma vez escrevi e alguma vez escreverei. Não gosto de lamechices, e tu muito menos.Lembras-te do dia em que nos conhecemos? Eu lembro-me. Foi para aí há uns oito anos. Tremia. Ia falar cara a cara com um homem que vinha nos livros de História. Queria pedir-te ajuda para um trabalho que estava a fazer sobre ti, para a faculdade. Bastaram uns minutos para o nervosismo passar. Sem dar por isso, estava a falar contigo de igual para igual. E a culpa era tua. E, apesar de teres dito que não te parecia bem um trabalho sobre ti, eu levei a minha avante. Só pediste que te mostrasse o resultado final. Mostrei e acho que gostaste. E depois quando, estagiária de jornalismo na "Notícias Magazine", te pedi uma entrevista, tu deste-me um livro "Cinco conversas com Álvaro Cunhal". Nunca consegui voltar a lê-lo, mas agora ao passar os olhos por ele, detive-me na tua última resposta: "Não sou apenas amigo de camaradas do meu partido. Sou-o e sou capaz de sê-lo de pessoas que têm opiniões muito críticas em relação a concepções e posições do PCP e naturalmente às minhas. Tive ao longo da vida, como uma das maiores riquezas, muitos e muitos amigos, a acompanhar-me, a estimularem-me na luta e na vida. Continuo a tê-los. E também, na medida em que vou conhecendo e conhecendo melhor pessoas que não havia conhecido, passo a estimá-las e vejo que posso ganhá-las como amigos e de vir a ser amigo delas. De ti, por exemplo." Obrigada, igualmente, respondi então e respondo agora.
Um beijinho. Até sempre.
* Jornalista da "Notícias Magazine"catarinapires *
(Post recuperado)

E a dança continua...

O Governo PS já fez mais nomeações do que o anterior Executivo.
O Governo socialista de José Sócrates já fez mais de mil nomeações (1.094), só nos primeiros dois meses e meio de mandato, número que ultrapassa as nomeações feitas pelo Executivo de Pedro Santana Lopes, durante o mesmo período.Continue a ler a notícia.
* Post recuperado.

quinta-feira, maio 12, 2005

Escapei da primeira...caí na segunda

Há coisas que são segredos nossos, não temos nada que as apregoar ao vento, mas este meu amigo não pensa assim e resolveu pregar-me esta partida. Vou pensar na vingança porque o último a rir é quem ri melhor.Asssim, e para não ficar mal na "fotografia", resolvi fazer-lhe a vontade e responder à sua curiosidade.Que fazes neste momento?Bem, neste momento respondo a esta pergunta inteligente com uma resposta ainda mais inteligente. Mas o que penso neste momento é: "quando o apanhar torço-lhe o pescoço".Que planos tens para este fim de semana?Bem, como sei que os planos dele são ir para o Algarve, é claro que eu irei para o Norte do país, tá-se mesmo a ver!Que coisas te causam stress neste momento?Pensar o que responder a este teste e que se o blloger resolver ficar de novo em manutenção, antes de responder a todas as perguntas, acho que ao Gajo ninguém o safa!Que fizeste desde o acordar até agora?Como ao contrário de certas pessoas aqui trabalha-se. Daí que também me levantei e tomei um duche rápido (claro que sem o sex-apeal do outro). Peguei no carro e fui para o trabalhinho, desejando que a manhã passasse rápido. A hora do almoço, essa, passou a fugir! Mas a tarde, entre um café e outro, foi bastante agradável! A parte melhor foi às 6 da tarde quando resolvi ir fazer algumas compras, porque o Verão está a chegar e a "euzinha" não tinha nada de geito para vestir. Tirando a pipa de massa que gastei, e com a qual já não posso contar até ao final do mês, tudo correu pelo melhor. O pior foi quando chego a casa e vejo esta "prenda" que me esperava! Agora, a pergunta mais difícil:A quem irás passar este teste fantástico?A minha vontadade era devolvê-la à procedência, mas como a vingança é um prato que se serve frio, não perde pela demora!Assim, terei de "vingar-me" nuns inocentes que não têm culpa de nada:À Dinorah, à Ciranda e à Ana.
* Post recuperado.

segunda-feira, maio 09, 2005

Ler para entender...

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem etãso as lrteas de uma plravaa, praa sreem etnendisda. A úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, no etnatnto qaulqeur pseosa pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso aocntcee poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Iancerdtáievl, vreadde?
* Post recuperado.

sexta-feira, maio 06, 2005

A verdade da notícia...do Emanuel

Já é velho o ditado que diz: "Nem sempre o que parece é". Essa é uma verdade com que nos deparamos todos os dias e a toda a hora. Também a mim, como a muitos de vós certamente, vos comoveu a notícia do adolescente Emanuel, passada recentemente nos jornais diários das nossas televisões.O que eu não sabia e que alguns de vós, porventura também não saberão, era a outra verdade da notícia, aquela verdade de que ninguém fala e de que talvez até não tenham conhecimento. E é assim nos vão enfiando com mais uma história de melodrama, deturpada, como tantas outras, com a intenção de nos fazer esquecer as verdadeiras realidades da nossa sociedade.Foi numa visita, que já se tornou hábito, a um blog de que gosto muito, que deparei com a verdadeira notícia. contada na primeira pessoa.
* Post recuperado.

quinta-feira, abril 28, 2005

Penso que...

Uma pessoa que nunca muda de opinião, em vez de demonstrar a qualidade da sua opinião demonstra a pouca qualidade da sua mente.

* Post recuperado.

terça-feira, abril 26, 2005

Triste Realidade...

Hoje, no dia seguinte às comemorações de uma data que assinala o fim de uma ditadura fascista de quase 50 anos no nosso país, fiquei estupefacta ao ler no correio da manhã esta notícia.Depois da perplexidade inicial, vêm os sentimentos de indignação e de revolta. Indignação porque entendo que a estes jovens nunca lhes foi ensinado a respeitar os valores da democracia, da liberdade (a nossa acaba onde começa a dos outros), da igualdade e da justiça. Revolta, porque não sei quem tem a culpa de que muitos eles enveredem por caminhos tão obscuros.Como será o Portugal de amanhã? Aquele onde só existam os nossos netos?
* Post recuperado.

segunda-feira, abril 25, 2005

25 de Abril


Atravessamos uma grave crise social e económica no nosso país. Somos dos países mais atrasados da Europa, mas continuo a acreditar nos Ideais de Abril. Enquanto viver não vou esquecer, aquele "Quadro Pintado pelo Povo" e que viverá sempre comigo: A imagem de uma Pomba Branca com um Cravo Vermelho no bico, a voar no céu azul!Cravo vermelho, símbolo de liberade, democracia, igualdade e ....esperança num Portugal melhor!
* Post recuperado

sexta-feira, abril 22, 2005

Um pai. Uma mãe. Um Filho... Uma escada

A história passa-se numa cidade pequena do interior. Um casal entra apavorado na urgência do Hospital. Marquinhos, o filho, machucado chora assustado. São atendidos imediatamente. Agradecem a Deus pelo pouco movimento. A mãe nervosa acarinha o filho para confortá-lo. O pai, tentando controlar-se, explica: Mudaram-se recentemente e o filho, não acostumado com a casa, acabou caindo da escada.Radiografia tirada. Relaxam. Algumas escoriações. Apenas um susto.Quinze dias depois, o casal volta ao pronto-socorro. O rosto de Marquinhos sangra. A empregada, mesmo tendo recebido ordens para não encerar a escada, acabou por fazê-lo. Marquinhos de pijama e meia de lã escorrega pela escada.Desta vez foi um pouco pior. Ferimentos no rosto, nos braços e nas costas.Pai e mãe, agoniados, retornam ao hospital em menos de uma semana. Marquinhos e o primo brincam no topo da escada. Um movimento brusco. Marquinhos cai.A mãe chora. Precisa benzer a escada. O pai tentando aparentar tranquilidade. Está resolvido a mudar de casa. Marquinhos está desmaiado. No seu corpo as marcas do acidente. Passam a noite no Hospital.Os enfermeiros já se sentem afeiçoados àquele menino de 5 anos, de poucas falas e olhar assustado.Dez dias depois. O telefone da emergência toca. Do outro lado a mãe de Marquinhos chora. Ele descia as escadas com um vaso na mão. Caiu. Estava inerte no chão. Tinha medo de movimentá-lo e piorar o seu estado.A ambulância percorre sirenando as ruas da cidade. Chegam na casa. Os enfermeiros encontram Marquinhos desacordado no chão. Cacos de cerâmica espalhados em volta de sua cabeça.Atónitos, descobrem: Na casa não há escadas!
* Post recuperado.

quinta-feira, abril 21, 2005

Verdades absolutas

•A verdadeira felicidade está nas pequenas coisas: uma pequena mansão, um pequeno iate, uma pequena fortuna.•A política diferencia-se da máxima: dá o mesmo a esquerda que a direita.•O importante não é vencer. O importante é competir, não perder nem empatar.•A verdade não é importante... O que importa é ter razão!•Ter a consciência limpa é sinónimo de má memória.•Aquele que é capaz de sorrir quando tudo lhe corre mal, é porque já tem pensado a quem deitar a culpa.•Ri-te sózinho e o mundo pensará que és idiota.•Se não podes convencêlos, confúnde-los.•O amor eterno dura três meses. •Todo o tempo passado é anterior.•Aquele que nasce pobre e feio tem grandes possibilidades de quando crescer se encontrar nas duas condições.•Todas as questões têm dois pontos de vista: o equivocado e o nosso•A escravidão não foi abolida, trocou-se por oito horas diárias.•Se a montanha vem a ti... corre: trata-se de um desmoronamento!•Colabora com a policía: luta sózinho!•A psiquiatria/psicologia é o único negócio onde o cliente nunca tem razão.Palavras para quê?
* Post recuperado.

terça-feira, abril 19, 2005

Sim ao piercing e à tatuagem...

Sabiam que o uso de piercings e tatuagens por parte dos jovens pode ser um comportamento preventivo de atitudes de risco?Caso sintam curiosodade, podem ler essa notícia aqui.

Educação no concelho de Alandroal

Só por mera curiosidade, e uma vez que o saber não ocupa lugar, aqui fica um pequeno excerto da tese da minha licenciatura (digo isto apenas para terem a noção de que não são palavras deitadas ao acaso, mas sim dados científicos resultantes de uma grande investigação)que divulgo, apenas para conhecimento de alguns interessados que por vezes se debruçam sobre estas e outras questões relacionadas, no concelho.
"No concelho de Alandroal, o nível de instrução da população é baixo tal como o documentam os resultados dos Censos de 91 e de 2001, onde encontramos a esmagadora maioria da população inserida em duas categorias, respectivamente, não sabe ler nem escrever e 1.º Ciclo do Ensino Básico. Relativamente à taxa de analfabetismo[1] – com 10 ou mais anos de idade – segundo o INE, no ano de 1991, encontramos no concelho de Alandroal (22,8%), um valor superior ao verificado no Alentejo Central (17,3%) e também superior à taxa existente na Região do Alentejo (19,5%) e em Portugal (11,0%).Curiosamente, embora se verifique um acentuado envelhecimento da população, o grau de instrução aumentou genericamente, de 1991 a 2001.O número de analfabetos no ano de 2001 desceu 36% em relação aos censos anteriores de 1991, chegando aos 18,7%, embora continue com valores superiores aos do Alentejo Central (13,2%), do Alentejo (15,5%) e de Portugal (7,7%).A maior percentagem, 63%, encontra-se no escalão do Ensino Básico, dos quais 42% têm o 1.º Ciclo completo, 11,8%, completou o 2.º Ciclo e apenas 5,3% tem o Ensino Básico completo. De salientar que aumentou o número de indivíduos com curso superior completo em 29%, passando dos 30 indivíduos de 1991 para 42 em 2001, com tendência crescente segundo as estimativas do INE, tendo presente que no último ano em referência 234 indivíduos frequentavam Escolas Superiores."

[1] Relação entre (o número de analfabetos/população total)
* Post recuperado.

segunda-feira, abril 18, 2005

Pensamento...para pensar!

"De nada serve ao homem queixar-se dos tempos em que vive. A única coisa boa que pode fazer é tentar melhorá-los".
Thomas Carlyle
* Post recuperado

Carta de um negro...

Querido amigo branco, um par de coisas que deves ficar a saber:

Quando eu nasci, já era negro.
Quando era criança, era negro.
Quando vou à praia, sou negro.
Quando entro em pânico, sou negro.
Quando estou doente, sou negro.
Inclusivamente depois de morrer, continuarei negro.

Em contrapartida tu, meu querido amigo branco,

Quando nasces, és rosado
Quando és criança, tornas-te branco
Quando vais à praia, ficas vermelho
Quando tens frio, ficas azul
Quando entras em pânico, ficas amarelo
Quando estás doente, ficas verde
Quando morreres, ficarás cinzento

E ainda tens coragem para dizer-me que eu sou de cor!!!!

Assina: Um negro chateado

* Post recuperado.

quarta-feira, abril 13, 2005

Os índiosTerena

Como o saber não ocupa lugar, resolvi fazer este post, tendo plena certeza de que a maior parte dos habitantes da vila onde resido jamais lhes passou pela cabeça que em terras longíquas do Brasil, concretamente no Estado do Mato Grosso do Sul, localizado na Região Centro-Oeste e cuja capital é Campo Grande, se encontram os índios Terena, considerada a segunda maior população indígena daquela zona.
O seu meio de vida é a agricultura. São conhecidos como um povo agricultor que luta pela demarcação da terra que outrora lhes pertencia e que ao longo dos tempos lhes tem sido tomada.
Conhecidos também pelo seu nível de adaptação e aculturação, os índios terena são politizados e exercitam os seus direitos de cidadão. Hoje, muitos jovens terena participam da vida económica do país, pois são hábeis agricultores, embora possuam poucas terras, mas sabem aproveitar bem esse espaço. Na política da sua região já há vereadores eleitos em algumas comunidades. Os Terena procuram preservar sempre os seus valores étnicos culturais. Entre as expressões de destaque, figura a Dança da Ema (Kohixóti Kipahí), na qual somente os homens participam. A sua população é de cerca de 60.000 pessoas.
* Post recuperado.

quarta-feira, abril 06, 2005

Porque será que já nada me espanta?

Tenho evitado propositadamente escrever fosse o que fosse acerca do falecimento de João Paulo II.Por toda a net existem os mais variados artigos referentes à sua morte, cada qual expressando as mais diversas opiniões sobre o Papa como ser humano e como homem da igreja.Quero dizer que o artigo que achei mais apropriado encontrei-o no blog http://tintafresca.blogs.sapo.ptConsiderando não ter nada a acrescentar face à gama de discursos apresentados, abstraí-me de comentar o referido assunto.No entanto, várias vezes me interroguei sobre o porquê de tanta mediatização e tanto aparato televisivo.Lembro um trabalho de investigação que realizei na faculdade sobre a Globalização e recordo ter descoberto que a morte de Abraham Lincoln só foi conhecida na europa 13 dias após ter ocorrido. (Outros tempos!) Quando em 1982 surgiu aquele problema da Bolsa em Hong Kong, 3 minutos depois, o mundo inteiro tinha conhecimento. No caso concreto do falecimento do Papa, foram muitos os dias em que se esperou antecipadamente a sua morte, chegando mesmo a ser anunciada antes de consumada.É certo que hoje em dia a globalização tem destas coisas mas, penso que são os meios de informação que fazem que os acontecimentos sejam mais ou menos importantes, mais ou menos mediáticos e mais ou menos inesquecíveis.Senão, vejamos: é lembrarmos o que ocorreu quando do 11 de Setembro, quando dos fogos do verão do ano passado (com a novela do Portugal está a arder!), com a tragédia de Entre os Rios, e tantos outros acontecimentos tristes!Mas o que mais me espantou hoje, foi sem dúvida a notícia passada no telejornal da SIC acerca do falecimento do princípe Rainier do Mónaco.Acontece que, segundo os vizinhos franceses daquele Principado, entrevistados pela jornalista desta estação televisiva, existem fortes suspeitas de que Rainier já se encontra morto há 3 dias, não tendo sido tal facto dado a conhecer ao mundo, em virtude de, e passo a citar: " Primeiro tinha que morrer o Papa".Ou seja, a morte de Rainier não foi anunciada para não atrapalhar ou ofuscar as cerimónias fúnebres do Santo Papa!Porque será que já nada me espanta?
* Post recuperado.